
Análise do Diretor Paulo Rangel sobre a sustentabilidade do setor
O ano de 2026 começou com excelentes notícias para o setor: alcançamos a marca de 53 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil. O número representa um crescimento de aproximadamente 2% em comparação ao mesmo período de 2025. De acordo com dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) publicados em março deste ano, o cenário atual divide-se em: 16,71% de planos individuais; 83,24% de planos coletivos e 0,05% de planos com classificação não informada.
Dentro do segmento coletivo, o destaque absoluto continua sendo o empresarial, que abocanha quase 84% da categoria, enquanto os planos coletivos por adesão ficam com o percentual restante. O Setor de Serviços permanece como o maior contratante do segmento empresarial, com mais de 23,82 milhões de beneficiários. No entanto, o “campeão” em crescimento proporcional foi o setor de Construção Civil, que registrou uma alta de 3,4% no período analisado.
O Cenário na Bahia
Olhando para a Bahia, o crescimento de 2,1% superou levemente a média nacional (2%) e a regional do Nordeste (1,7%). Em termos percentuais, o estado ficou atrás apenas de Maranhão (2,6%), Paraíba (2,5%) e Rio Grande do Norte (2,4%). Ainda assim, a Bahia mantém a liderança absoluta em números totais na região, com 1.716.175 beneficiários. O estado sustenta uma vantagem de mais de 250 mil usuários frente ao Ceará (2º colocado) e a Pernambuco, que ocupam a sequência do ranking Curiosamente o único estado no Brasil a registrar retração no
período foi o Pará, com uma leve queda de 0,1%.

Paulo Rangel, Diretor de Saúde Suplementar do CSP Bahia
Oportunidades e Reajustes
A região Sudeste ainda lidera a taxa de cobertura assistencial, com 36,3% de sua população, enquanto o Nordeste atende apenas 13,1%. Embora os fatores socioeconômicos expliquem essa disparidade, sob o olhar de corretores e operadoras, esses números revelam um vasto mercado potencial a ser explorado com soluções inovadoras.
As boas notícias dominam o início do ano, mas o “prato principal” chega agora em abril: o reajuste dos planos individuais. Graças à melhora na performance das grandes operadoras no último trimestre de 2025, quebrando a tendência de alta sinistralidade, as projeções atuariais apontam para um reajuste levemente acima de 5%. Para a grande maioria das operadoras de pequeno e médio porte, cujos resultados operacionais foram negativos, esse índice pode não ser visto com bons olhos. Mas esse é um cenário complexo que merece um artigo exclusivo. Até
a próxima!

