uando você pensa que está difícil fazer um plano de saúde no Brasil por causa dos preços que são, na maioria das vezes, proibitivos para a população. Mais difícil é imaginar que há pessoas que querem aderir aos planos, mas têm dificuldade para fazê-lo.

Mesmo pagando preços muito superiores, até 500% a mais em relação à primeira faixa etária, fica muito difícil fazer um plano de saúde para quem tem 59 anos ou mais. As principais operadoras de saúde no Brasil não disponibilizam mais os chamados planos individuais e familiares, a opção de contratação para pessoa física é o plano Coletivo por Adesão, que só pode ser contratado por pessoas com formação superior e vinculadas a entidades de classe ou sindicatos que possuam acordo com as administradoras. Exceto se a pessoa tiver menos de 59 anos, neste caso é possível encaixá-la em um sindicato, onde o único benefício dessa filiação é ter direito a fazer o plano de saúde.

A regra muda novamente quando o interessado em aderir ao plano de saúde tem 65 anos ou mais, nesse caso nem mesmo comprovando ter curso superior. A negativa vem na forma de uma explicação bastante simples: “Nós não comercializamos planos para pessoa física e os planos Coletivos por Adesão só permitem a contratação até 64 anos e 11 meses”.

Podemos compreender que as operadoras de saúde precisam manter o equilíbrio financeiro de seus contratos e grupos segurados, o que não dá para aceitar é que não existam propostas para que pessoas com 65 anos ou mais possam aderir a esses planos de saúde. Essas pessoas estão cada vez mais sendo obrigadas a contratar consultas e exames particulares ou se sujeitarem ao atendimento precário do SUS.

Angelo Epifanio, empresário na área da saúde e corretor a mais de 20 anos, conhece bem as dificuldades enfrentadas na hora de se fazer um plano de saúde e nos contou que a dificuldade não é somente para pessoas com 59 anos ou mais, segundo Angelo, se alguém tenta fazer um plano de saúde nas principais operadoras do mercado para uma criança menor de 6 anos, também não é possível a contratação. A explicação é simples, criança não pode ser vinculada a uma entidade de classe ou sindicato. A partir de 6 anos se pode aderir como estudante através UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), bastando uma declaração escolar, explicou.

Foi pensando nessa dificuldade que um grupo de 4 empreendedores decidiu criar a RedeCare, uma plataforma online, que permite aos usuários cadastrados buscar profissionais da área da saúde com preços mais acessíveis, uma espécie de clínica popular online, com atendimento em todo Brasil.

Para ter acesso a rede de médicos da RedeCare, basta fazer um cadastro gratuito na plataforma e buscar pela especialidade desejada. Não existe limite de utilização ou carências para usar o serviço. Por não ser um plano de saúde a RedeCare não oferece cobertura para procedimentos médicos, a proposta do grupo é facilitar o acesso a saúde, através da criação de uma rede de profissionais dispostos a atender pacientes em faixas de preços semelhantes ao reembolso dos planos de saúde.

Apesar de não ter as coberturas oferecidas por um plano de saúde, a proposta RedeCare atende 95% das necessidades médicas de um usuário comum, que segundo o próprio Ministério da Saúde, limitam-se a consultas e exames.

Por que pagar um plano de saúde somente para consultas e exames, se posso pagar uma consulta, eventualmente, quando precisar e com preços menores?

Planos de saúde com cobertura para consultas e exames (ambulatoriais) não oferecem atendimento para urgências, emergências, internações, cirurgias, partos e exames que necessitem ambiente hospitalar. O usuário paga todos os meses um montante que compromete boa parte de seu orçamento familiar e utiliza eventualmente para fazer consultas. Agora ele pode fazer isso acessando www.redecare.com.br, sem pagar mensalidades, diz Angelo Epifanio.

A plataforma RedeCare usa tecnologia para conectar médicos e pacientes de forma rápida e segura. Toda a estrutura é elaborada para facilitar a utilização por pessoas de qualquer idade e planejamos estreitar ainda mais essa relação com usuários e prestadores para que ambos se sintam cada vez mais confortáveis em utilizar a RedeCare para agendar suas consultas.

Fonte: Terra