Entenda o que é a previdência privada

A proposta de reforma da Previdência Social do governo provocou uma corrida aos planos de previdência privada. Os brasileiros se assustaram com a imposição de uma idade mínima de 65 anos, com os 25 anos de contribuição exigidos e, também, com o critério de cálculo da aposentadoria, que prevê 51% da média salarial mais 1% por ano de recolhimento ao INSS, o que tende a reduzir o benefício.

O susto está levando os segurados a procurar outras opções de investimento, para garantir uma aposentadoria mais tranqüila. Uma das saídas encontradas para se ter um dinheiro extra na inatividade são os planos de previdência privada aberta, um sistema de poupança de longo prazo, que tem por objetivo principal complementar a aposentadoria oficial.

Na previdência privada, o participante contribuirá com um valor mensal, ou eventual, por um prazo determinado, a fim de atingir sua meta, que pode ser a retirada dos recursos de uma só vez ou uma renda mensal temporária ou para o resto da vida. Não existe uma idade ideal para iniciar uma previdência privada. Quanto antes o participante começar, melhor. Menor será o depósito mensal e maior a fase de acumulação de recursos. Por exemplo, um homem, com 20 anos de idade, com salário de R$ 3.200,00, receberá uma aposentadoria inicial de R$ 2.800,00 aos 65 anos de idade, pelo novo critério de cálculo proposto pelo governo.

Para obter os R$ 400 que faltam para complementar sua renda mensal de R$ 3.200,00 do tempo da ativa terá de pagar uma contribuição de R$ 50,00 por mês para um plano de previdência privada. Se deixar para ingressar no plano aos 40 anos, sua contribuição mensal saltará para R$ 136,00. Os cálculos foram feitos sem considerar o avanço da inflação no período.

O ingresso antecipado também permite corrigir possíveis mudanças de rota, caso seja necessário. E a obrigatoriedade da contribuição faz com que a previdência privada seja indicada para quem não tem disciplina financeira.

OPÇÃO

Os planos de previdência privada aberta são comercializados por bancos e seguradoras. Existem basicamente dois tipos: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). A principal diferença entre eles é em relação ao recolhimento do Imposto de Renda.

Os depósitos feitos no PGBL podem ser deduzidos até o limite de 12% de sua renda bruta no ano, na declaração do Imposto de Renda do ano seguinte, o que tende a diminuir o valor do tributo, ou, até mesmo, proporcionar ou aumentar a restituição. Na verdade, trata-se de um adiamento do pagamento do imposto. O tributo será cobrado no resgate total ou parcial do dinheiro ou durante o recebimento da renda mensal. O PGBL é indicado para quem faz a declaração de Imposto de Renda pelo modelo completo. Para quem acerta as contas com o Leão pelo modelo simplificado, que dá um desconto padrão de 20%, é mais vantajosa a contratação de um VGBL.

A regra de tributação para esse plano é outra: o IR será cobrado sobre o ganho de capital, ou seja, sobre os rendimentos obtidos com o investimento e somente na hora de saída do plano. O VGBL também é indicado para quem é isento de IR; tem patrimônio, mas não tem renda; e para quem já aplicou no PGBL o limite de 12% de sua renda anual.

TAXAS

A previdência privada é um sistema de poupança de longo prazo. Se a intenção do participante for aplicar o dinheiro por curto prazo, até o próximo ano, por exemplo, a vantagem fiscal poderá ser anulada pela cobrança do Imposto de Renda na retirada do recurso, e o contribuinte poderá até ter prejuízo. Segundo especialistas, para aplicações de curto prazo, existem outras opções no mercado no mercado financeiro, como os fundos de renda fixa.

Caso a opção seja pela previdência privada, o participante deve pesquisar as taxas de carregamento, que incide sobre a contribuição, e a de administração, cobrada pelas seguradoras.

Se a alíquota da taxa de carregamento for 5%, por exemplo, a cada R$ 100 de contribuição, R$ 95 serão destinados ao fundo. A taxa de administração é cobrada sobre o saldo o total do fundo, para remunerar o gestor. As alíquotas dessas taxas devem ser mais próximas possíveis a zero. Quanto maiores as taxas, menor tende a ser o saldo final do participante e, consequentemente, a sua renda mensal.

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